Num movimento de mais inclusão do verde na paisagem urbana, o que está diretamente ligado a questões ambientais e busca pela qualidade de vida nas grandes cidades, as árvores de médio e grande porte integram cada vez mais os projetos paisagísticos de modernos empreendimentos residenciais. Por isso, a data de 21 de setembro, Dia Mundial da Árvore, vem para destacar que além de um dia específico, esses belos e importantes elementos da natureza têm sempre o seus espaço, seja onde for.

Para o arquiteto e urbanista Bruno Veras, outro fator que tem contribuído para o aumento da presença das  plantas nos novos projetos de condomínios verticais é a grande migração, ocorrida nas últimas décadas, de pessoas que saíram de residências horizontais para morar em apartamentos, e que buscam um ambiente de aconchego e natureza, que antigamente, somente as casas convencionais podiam proporcionar.

Bruno Veras é um dos responsáveis pelo projeto do Ecovillaggio Castelo Branco, condomínio vertical da Loft Construtora e Incorporadora que está sendo construído no Bairro São Francisco, em Goiânia,  e terá uma área de lazer de 3 mil m² que abrigará 14 mangueiras sexagenárias, que já existiam no terreno antes do início da obra. “O intuito era fazer com que esse espaço de lazer tivesse a cara de um grande quintal. Aliás, isso é algo que tem a ver com o goiano e suas raízes mais rurais. Gente que gosta de colher frutos com as mãos e comer mangas sobre as árvores”, destaca o arquiteto.

Segundo Veras, essa vinda cada vez maior do verde para dentro das edificações verticais tem muito a ver com essa forte cobrança das pessoas hoje em dia por um alto nível de qualidade de vida, pelo contato com natureza, mas sem abrir mão de segurança e comodidade. “Antes se pensava que ter um quintal com uma árvore, que desse frutas e uma boa sombra, fosse possível só numa casa convencional. Mas hoje os prédios estão cada vez mais com cara de casa”, explica o arquiteto e urbanista.

Bruno Veras esclarece também que essa retomada da presença de árvores no meio urbano está intrinsecamente ligada a questões ambientais como melhora do conforto térmico nas áreas urbanas e necessidade de maior permeabilidade do solo. “A presença de árvores tem um grande impacto no microclima da região e ajudam na absorção da chuva, evitando ocorrência de enxurradas”, pontua o arquiteto.

De acordo com o engenheiro civil e diretor técnico da Loft construtora, Maximiliano de Paiva, outro benefício que as árvores sexagenárias proporcionarão aos moradores é o abafamento do barulho provocado pelo trânsito intenso de veículos na Avenida Castelo Branco. “Elas servirão não apenas como sombra para os momentos de lazer e descanso dos moradores, como também de escudo para o ruído dos muitos carros e caminhões que trafegam pela via, uma das mais movimentadas da capital. Mantendo um microclima especial e também a fauna e flora que já vivem nessas Mangueiras”,

A sombra das árvores

Com três torres já entregues e habitadas, o Ecovillaggio Castelo Branco segue com as obras de sua terceira torre e a implantação da área de convivência e lazer que será implantada quase que totalmente embaixo das copas das árvores.  “Vamos manter as Mangueiras e implantar piscina, quiosques para churrasco e sauna, playground para crianças e quadra de areia, preservando as árvores que têm mais de 60 anos. Nosso objetivo é promover a interação dos moradores do Ecovillaggio Castelo Branco com a natureza, baixando a temperatura, promovendo uma ventilação natural no espaço e também para os apartamentos”, explicou o engenheiro e diretor técnico da Loft, Maximiliano de Paiva.

Além do paisagismo, a área de lazer terá ainda um lago artificial, cada da árvore e passarela suspensa entre elas, para a diversão da criançada e também dos adultos. Esses benefícios transformam o local em um quintal para os moradores que ocuparão as três torres do Ecovillaggio Castelo Branco, num total de 488 apartamentos de dois ou três quartos.