Nesta quinta-feira, 19 de março, é celebrado o Dia do Carpinteiro e do Marceneiro. Muitos confundem as profissões, mas apesar de ambas trabalharem com madeira elas se diferenciam. A carpintaria trabalha com a madeira nos mais variados aspectos e áreas, como naval, civil, industrial e militar. Já a marcenaria atua, majoritariamente, na produção de móveis e peças de decoração. Por ser uma das profissões mais antigas do mundo, muitas pessoas pensam que a carpintaria está em com os dias contados, mas ela se renova a cada dia e acompanha as necessidades do mercado.

Uma área que os carpinteiros são essenciais é na construção civil, pois eles atuam em todas as etapas da obra, seja na estrutura, acabamento ou reforma. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no início do mês, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, que aumentou 1,1%, chegando a R$ 7,257 trilhões. Já o PIB da construção civil fechou 2019 com crescimento de 1,6% frente a 2018, resultado que interrompe um período de cinco anos de desempenho negativo no setor. Esse reaquecimento favorece ainda mais os carpinteiros, que integram a mão de obra do setor.

“Sempre vai existir prédio e moradia e sem carpintaria não tem jeito de fazer. E isso vem desde os tempos de Jesus, que seguiu a mesma profissão de José, seu pai”, ressalta Zaqueu Pereira Moura, de 39 anos, sobre a profissão, que também veio de família, aprendeu com o pai e o avô. “A primeira casa que ajudei a fazer foi a dos meus pais, onde me criei”, relembra ele, que é do Maranhão e veio para Goiás em 2011. Atualmente, o carpinteiro trabalha na obra do Cena Marista, da Brasal Incorporações. “Faço guarda-corpo, viga, forro laje, atuo com todas as questões ligadas à madeira na obra”, explica.

Outro exemplo que corrobora para a força da profissão na construção é de David Oliveira de Jesus, de 36 anos, e que trabalha como carpinteiro há um ano e cinco meses na obra do Leblon Marista, da Queiroz Silveira Incorporadora. Ele aprendeu a carpintaria com o pai de um amigo, em 2005, e revela que é preciso dedicação. “Foram três anos de aprendizado, tive dificuldade devido a necessidade de alguns cálculos, mas não pensei em mudar de área. É meu ganha pão e vou seguir nesse caminho”, ressalta ele, que mora em Aparecida de Goiânia.

Para aqueles que pretendem aprender a carpintaria, Zaqueu dá três dicas. “Primeiro é trabalhar direito e observar. Segundo é ter esforço, comprometimento e responsabilidade. Terceiro é que quem quer, chega onde quiser. Se eu consegui outras pessoas também podem”, afirma. Ele já atuou em outras áreas da carpintaria. “Eu já fiz curral, embarcador de gado, fui lenheiro, mas prefiro o trabalho da construção civil. Sinto orgulho da minha profissão, sou feliz e realizado. Amo essa profissão”, salienta.