O inverno de 2020 começou com uma grande massa de ar seco atuando sobre o Brasil. A baixa umidade do ar dificulta a formação de nebulosidade e ocorrência de chuva por quase todo o país.

A nebulosidade que se forma com potencial para provocar chuva está concentrada no extremo norte do país e no litoral do Nordeste.

Esta massa de ar seco que está sobre o Brasil deixa a umidade relativa do ar muito baixa durante a tarde na maioria das áreas do Sudeste, do Centro-oeste, do interior do Nordeste e também na porção ao sul da Região Norte, onde estão parte do Tocantins, do Tocantins e de Rondônia, que já estão com sentindo a redução da umidade e a chuva já parou .

No começo da tarde desta segunda-feira, 22 de junho, por volta das 13 horas (Brasília), a medição do INMET – Instituto Nacional de Meteorologia indicava níveis de umidade relativa abaixo dos 60% em quase todo o país, que é o nível para conforto e saúde humana recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

A falta de umidade no ar impede a formação de nuvens e a ocorrência de chuva e isto pode ser observado claramente nas imagens captadas pelos satélites meteorológicos.

A imagem abaixo corresponde à nebulosidade vista pelo satélite GOES 16 às 13h30 (16h20 UTC), hora de Brasília. Na colorização usada na Climatempo, as nuvens aparecem em tons de verde, azul ou branco. Os tons de marrom indicam áreas que estão sem nuvens. Quanto mais forte o tom do marrom, mais seco o ar está.

Ar seco predomina no país

O ar seco vai predominar sobre o Brasil até a próxima quarta-feira, 24 de junho. Até lá, a chuva no país ocorre em áreas do Norte, no litoral do Nordeste, e na fronteira com o Uruguai.

Durante a quinta-feira, 25, as condições para chuva vão começar aumentar para algumas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do país com o deslocamento de uma grande frente fria. Esta será a primeira frente fria forte do inverno de 2020 e que na sexta-feira aí no sábado vai conseguir provocar um pouco de chuva em vários locais do Sudeste, do Centro-Oeste do país, amenizando a situação de a seco,mas por pouco tempo.

Ar seco, poluição e o pandemia

A falta de chuva prolongada deixa o ar bastante seco nesta época do ano na maior parte do país. É uma situação bastante comum e uma das principais características do outono inverno no Brasil.

Sem a chuva por muitas semanas consecutivas e com o vento fraco e o ar parado em muitas áreas, a poeira fica em suspensão piorando bastante a qualidade do ar nas áreas urbanas e um meio rural.

Este ar mais sujo que nós respiramos nessa época do ano é uma das principais razões para o aumento dos problemas respiratórios na população do Brasil no outono inverno.

Quem já tem problemas respiratórios fica mais sujeito a gripes e resfriados nessa época, pois o ar mais poluído prejudica os pulmões.

Sobre a Climatempo

Com solidez de 30 anos de mercado e fornecendo assessoria meteorológica de qualidade para os principais segmentos, a Climatempo é sinônimo de inovação. Foi a primeira empresa privada a oferecer análises customizadas para diversos setores do mercado, boletins informativos para meios de comunicação, canal 24 horas nas principais operadoras de TV por assinatura e posicionamento digital consolidado com website e aplicativos, que juntos somam 20 milhões de usuários mensais.

Em 2015, passou a investir ainda mais em tecnologia e inovação com a instalação do LABS Climatempo no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). O LABS atua na pesquisa e no desenvolvimento de soluções para tempo severo, energias renováveis (eólica e solar), hidrologia, comercialização e geração de energia, navegação interior, oceanografia e cidades inteligentes. Principal empresa de consultoria meteorológica do país, em 2019 a Climatempo uniu forças com a norueguesa StormGeo, líder global em inteligência meteorológica e soluções para suporte à decisão.

A fusão estratégica dá à Climatempo acesso a novos produtos e sistemas que irão fortalecer ainda mais suas competências e alcance, incluindo soluções focadas nos setores de serviços de energia renovável. O Grupo segue presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 35 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.