Piscina, área de churrasqueira, sauna, salão de festas, sala de jogos, quadra poliesportiva, terraço, playground, academia. Por muito tempo empreendimentos que tinham todos esses itens foram a grande aposta do mercado imobiliário para oferecer projetos diferenciados e de alto padrão. Mas na era da conveniência e da sustentabilidade, em que lógica “do menos é mais” está cada vez mais presente, construtoras e incorporadoras se atentam para uma nova tendência: oferecer áreas de lazer maiores e mais confortáveis, mas com equipamentos e ambientes que de fato serão usados pelos moradores. 

Com 17 anos de experiência em desenvolvimento de projetos residenciais, a arquiteta Iara Galvão explica que desde o surgimento dos “condomínios-clubes”, por volta de 2007, muitas transformações nos hábitos das famílias ocorreram. Ela lembra que as áreas de lazer com variados espaços e equipamentos, inicialmente, foram uma alternativa para levar opções de lazer segura e sem sair dos domínios do condomínio, mas ante a uma rotina diária agitada, percebeu-se que esta estrutura, apesar de completa, representava gastos desnecessários para o pouco uso que tinham.

Em um dos mais recentes projetos, o Residencial Ello Vaca Brava, que será construído pela Dinâmica Engenharia em Goiânia, a arquiteta usou essas tendência de uma área de lazer mais essencial e funcional, porém com mais conforto e mais espaços de convivência. “Hoje, os condomínios estão apostando em menos itens, colocando apenas o essencial e que são efetivamente usados pelos moradores, como salão de festas e as academias. Porém, esses ambientes destinados ao lazer e a convivência ficaram bem mais amplos e movimentados, pois são espaços que atraem os condôminos”, frisa. A arquiteta lembra ainda, que com o passar do tempo, as áreas de lazer passaram a ganhar ambientes que até então não se imaginaria, como os pet places, espaços voltados para os moradores de “quatro patas”. 

“A maioria das pessoas que moram em condomínios tem apenas a noite para passear com os animais de estimação. Porém, a insegurança fez com que muitos empreendimentos adaptassem as áreas dentro dos próprios condomínios para proporcionar uma caminhada com mais segurança com os bichinhos”, esclarece.

Espaços compartilhados

E por falar em espaços compartilhados, além dos pet places outros ambientes que antes não se imaginavam num prédio residencial, começam a ser incorporados nos modernos projetos. “Trabalhar de casa já é uma realidade para muita gente hoje em dia, essa mudança de hábito fez com que os chamados coworkings [escritórios compartilhados] passem a integrar projetos de condomínios residências. Temos também os costudy, uma área voltada para os estudantes”, esclarece a arquiteta Iara Galvão sobre as novas tendências em projetos de residenciais.

O estímulo à convivência tem sido uma aposta dos novos empreendimentos, seguindo uma tendência mundial de estímulo ao compartilhamento de espaços e instrumentos. “Espaços de coworking e têm sido mais comuns e as construtoras começaram a apostar nesse segmento”, destaca Iara Galvão. 

No Ello Vaca Brava, projeto assinado por Iara Galvão, uma outra inovação visando o estímulo a convivência. O empreendimento residencial contará com uma horta comunitária. “Essa é uma outra inovação que anos atrás não se imagina ver um projeto de um prédio residencial. Nossa ideia é que esse espaço sirva como um forma saudável de interação”, ressalta.