Quem gosta de arte poderá visitar a exposição de quadros dos artistas plásticos brasileiros Waldomiro de Deus e Lourdes de Deus, que acontece no Instituto Carlos André, até o dia 25 de junho. Expoentes do estilo artístico Naïf, em que os artistas têm liberdade para não usar, necessariamente, técnicas elaboradas e abordagens convencionais em suas obras, os artistas estarão presentes no Instituto nos dias 11 e 25 de junho.

“Esta é a primeira vez que o Instituto recebe uma exposição artística. A ideia é abrir caminho para outras exposições, uma vez que estas vêm ao encontro da área de linguagens e de humanidades”, conta Marina Nunes, Diretora do Instituto Carlos André.

Aberta ao público, a exposição pode ser visitada de segunda a sexta, das 09h às 19h e aos sábados, das 09h às 13h. As obras estarão disponíveis para venda, para quem se interessar.

 

 

Agenda

Exposição Artística – Waldomiro de Deus e Lourdes de Deus

Local: Instituto Carlos André, Rua T-54, 124, Setor Bueno – Goiânia.

Horário: Segunda a sexta: das 09h às 19h

Sábados: das 09h às 13h.

Informações: (62) 3954-1777

Sobre Waldomiro de Deus 

Waldomiro de Deus Souza (Itagibá BA 1944). Pintor e desenhista. De origem humilde, leva uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais, até vir para São Paulo em 1959, quando trabalha como engraxate. Começa a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalha como jardineiro. Acusado de negligência, perde o emprego e leva seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá – acaba vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa fornece-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, faz a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado, Faap. No auge do movimento hippie, desfila de mini-saia pela Rua Augusta. Pinta temas religiosos ligados ao céu e ao inferno, criando imagens polêmicas, como Nossa Senhora de mini-saia, cinta-ligas e botas e Jesus de bermudas. Por causa disso é raptado por um grupo de jovens armados da organização TFP (Tradição Família e Propriedade), porém convence os rapazes a soltá-lo. Expõe em vários países como a Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Em 1972, volta a viver em Osasco. Viaja a Goiânia GO, em 1977, e lá monta uma casa. Vive de sua arte desde a década de 60, pintando o cotidiano e o folclore de sua terra natal: festas populares, histórias sobre mula-sem-cabeça e lobisomens, bem como imagens escatológicas e eróticas. As figuras humanas são sempre mulatos, nunca brancos ou negros. Em todas as telas há a presença de três cachorrinhos. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva e Djanira. É reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naifs. Em 1983, é premiado com a Awarding the Statue of Victory pelo Centro Studi e Ricerche Delle Nazioni, na Itália.

Sobre Lourdes de Deus

Maria de Lourdes de Deus é uma artista plástica pernambucana de Custódia e vive em Goiânia há 28 anos. A artista tem 6 filhos e começou a pintar por influência do artista plástico Waldomiro de Deus, com quem é casada há 45 anos. Lourdes , com seu estilo próprio, revelou-se uma grande artista. Lordes de Deus insere-se entre os cultores da chamada arte naif, ingênua, genuína, primitiva ou que mais nomes ou rótulos se lhe dê, todos mais ou menos impertinentes: uma arte que, nascida à sombra ou à margem das sociedades industriais ou já pós-industriais, continua a se utilizar de métodos e processos não sofisticados, alheia a teorias e obediente mais ao olho e ao coração do que a razão. Sua pintura caracteriza-se pelo uso abundante da cor, aplicada com total liberdade, pelo recurso a uma perspectiva puramente emocional, pelo abandono da ilusão do volume e da matéria e por acentuado horror vacui, com a superfície bidimensional de seus quadros preenchida de alto a baixo com figurinhas que se sucedem umas as outras no espaço, em soluções rítmicas e forte impacto visual. Os momentos dramáticos são exceção na obra de Lourdes, na qual predominam a alegria, a celebração da paz e da vida. A pintora reintroduz nosso olhar no cotidiano. Flores não são apenas elementos da natureza, mas indiciam a ingenuidade perdida pela vida atribulada, enquanto as festividades do interior e procissões indicam um caminho possível para recuperar o prazer de viver. De fato, Drummond, como de hábito, não se enganava: flores não são feitas como adorno, mas ensinam a viver. Qualquer semelhança com as telas de Lourdes não é mera coincidência.

Sobre Carlos André e o Instituto

O autor dos livros “A nova ortografia da língua portuguesa” e “Na ponta da língua”, Carlos André representa a OAB Nacional no Senado da República no Acordo Ortográfico, e é Professor de Língua Portuguesa e de Redação Jurídica. Fundador do Instituto Carlos André, centro de excelência em Língua Portuguesa e preparatórios para Admissão à Carreira Diplomática, Pré-vestibular e Assessoria em Português Jurídico, fundado em 2009, é Mestrando em Gramática pela UFMG e em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Formado em Direito, o autor e professor também é Membro do grupo técnico responsável pelo Manual de Redação Jurídica – OAB.