Com o aumento da propagação do novo coronavírus 2019 n-CoV e os primeiros registros de suspeitas no Brasil já começam faltar insumos hospitalares no país. De acordo com o CEO da Futura, Distribuidora de Medicamentos e Produtos de Saúde, Valter Luís de Macedo Carvalhaes Pinheiro, apesar do cenário caótico a empresa se preparou para a crise.
“Ainda não há motivos para desespero. A Futura se preparou para a escassez e comprou 10 milhões de luvas de procedimentos. Essa foi a primeira medida e o objetivo é aumentar os estoques para nos prepararmos para um pior cenário”, destaca Valter.
A epidemia já matou quase 370 pessoas e já infectou quase 18 mil pessoas em 25 países, em quatro continentes. Essa emergência global de saúde pública, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), explodiu em um período-chave do ano para a maior economia da Ásia.
O índice composto da Bolsa de Xangai, que foi reaberta após duas semanas de recesso, despencou quase 8% nesta segunda-feira (3). Esse foi o patamar mais baixo em quatro anos. Foram atingidos principalmente os papéis de empresas dos setores de manufatura e bens de consumo, enquanto companhias de saúde subiram quase 10%.
Para Valter, se a situação se agravar, medidas terão de ser tomadas, para que não falte medicamentos no Brasil.
“A maior parte dos insumos utilizados na fabricação de medicamentos no Brasil vem da China. E já que ela interrompeu todas as exportações, se essa medida se prolongar muito, assim que nossos estoques no Brasil acabarem, pode começar a faltar medicamento”, explica o empresário.
Exportações
O Governo Brasileiro já anunciou que estima uma queda de 3% nas exportações devido à crise no país asiático.
“Nossas exportações, no momento, pode ser que afetarão 3%. Isso pesa para nós. Afinal de contas, a China é o nosso maior mercado importador”, declarou o presidente Jair Bolsonaro.