No gosto dos brasileiros há vários anos, o hambúrguer muitas vezes se torna o prato principal das refeições. Estudo feito pelo Sebrae, em 2017, mostrou que empreendimentos especializados em hambúrgueres superaram o modismo e se destacaram entre os mais lucrativos do setor “Alimentação e Bebidas”. De acordo com Associação Brasileira de Franchising (ABF), as redes de franquias de hamburguerias associadas à entidade cresceram mais de 30% em três anos e em 2017 movimentaram R$ 700 milhões.

O prato é tão querido que tem uma data própria, em 28 de maio é celebrado o Dia Mundial do Hambúrguer. A sua criação não possui uma história única. Registros apontam que o alimento nasceu na Alemanha, na cidade de Hamburgo e daí a origem do seu nome. Posteriormente, teria sido levado para os Estados Unidos, onde ele passou a ser colocado no meio do pão. Para juntar complementos como queijo, molho e salada foi um pulo. O hambúrguer chegou ao Brasil quando o estadunidense Robert Falkeburg abriu a primeira rede de fast food, em 1952.

As hamburguerias são uma opção atrativa para quem deseja comer fora de casa. O hábito de se alimentar longe do lar tem sido cada vez mais incorporado à rotina no Brasil. Segundo dados do IBGE, nas últimas três décadas, o percentual de brasileiros que trocou a refeição em casa pela alimentação fora saltou de 7% para 25%. O brasileiro gasta aproximadamente 25% de sua renda com refeições longe de casa. A Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima que o setor represente atualmente 2,7% do PIB do País.

Hobby vira negócio
Um exemplo de paixão pelo hambúrguer é o do engenheiro civil Sérgio Eduardo Rosa Gilberti, que há quatro anos concilia a profissão com uma hamburgueria que abriu dentro do Residencial Aldeia do Vale, em Goiânia. “No período da manhã e da tarde eu trabalho com engenharia e a noite eu venho pra cá. Fico aqui na hamburgueria. Então eu acordo bem cedo e durmo muito tarde”, relata sobre sua rotina entre as quartas-feiras e domingos, dias nos quais funciona o Santo Hambúrguer, que recebeu esse nome por ficar ao lado do centro ecumênico do condomínio horizontal.

Sérgio Eduardo conta que sempre gostou de uma boa comida e criou o hábito de em um dia da semana cozinhar para os filhos, mas no início foi com macarrão. “Eu elegi a quinta-feira das massas, os meninos gostaram e foram levando amigos lá para casa. Porém, eu percebi que tinha que mudar um pouco, foi aí que eu resolvi a fazer o hambúrguer, sem nenhuma instrução nem nada. Quando vi o pessoal estava gostando muito e me incentivando a abrir uma hamburgueria”, relembra sobre o hobby que virou negócio. “Quando me falaram que esse espaço estava vazio fui a São Paulo, fiz um curso de quatro dias, voltei e adaptei tudo que eu aprendi lá.”

O engenheiro revela que a intenção sempre foi montar o negócio dentro Aldeia do Vale para diversificar a gastronomia que é oferecida dentro do condomínio – que também abriga uma pizzaria e um restaurante japonês. “Acho que precisamos de algo mais. Então a ideia foi de fazer para atender aos condôminos, porque todos gostam de hambúrguer, não existe quem não goste de hambúrguer”, ressalta Sérgio Eduardo. Ele começou com três opções de carne, o bovino, de costela e de frango, e atualmente possui oito, entre eles os especiais: Vegano, que leva shitake no lugar da carne; o Gety Burger feito para quem gosta de comida picante; o Camem Burguer, inspirado na gastronomia australiana que traz um empanado de queijo camembert de dois centímetros de altura, e o Porks, cuja carne é um preparado de pernil moído com linguiça e bacon.