O Sesc São Paulo promove, desde maio, a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissão de diferentes trabalhos cênicos, direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30. Após completar três meses no ar, a série apresenta ao público os espetáculos Eu e Ela: Visita a Carolina Maria de Jesus, de Dirce Thomaz, Olar Universo, de Luciana Paes e Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores, de Antônio Petrin.

Mas antes, na sexta-feira 14/08 o ator, apresentador e humorista Gregório Duvivier apresenta o monólogo (A Montanha vai a) Sísifo, um remix atualizado do mesmo espetáculo escrito por ele e pelo ator e músico Vinicius Calderoni, responsável pela direção da montagem original, protagonizada por Duvivier. A peça é uma ressignificação contemporânea do mito de Sísifo – na mitologia grega, o personagem é condenado a repetir eternamente a tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, sendo que, toda vez que está quase alcançando o topo, a pedra rola novamente montanha abaixo até o ponto de partida, por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido. O texto, que conecta a mitologia ao caótico mundo hiperconectado e ao Brasil dos memes, é indicado para maiores de 16 anos.

E, ainda, no domingo, 16/8, a Cia. Mungunzá apresenta o primeiro episódio de seu Poema Em Queda-Live (Episódio 1), uma narrativa digital inspirada no argumento do espetáculo Poema Suspenso para uma Cidade em Queda. A fábula contemporânea sobre a sensação de suspensão e paralisia geral do mundo moderno foi originalmente levada ao palco pela companhia em 2015 e é agora recriada em ambiente virtual. Intitulado “A Roteirista da sua vida e o Homem que morava dentro do sofá”, o primeiro episódio será apresentado no #EmCasaComSesc, com transmissão no YouTube do Sesc São Paulo e na página do Sesc Ao Vivo no Instagram, com apresentações também nos dias 18 e 20 de agosto no canal do Sesc Bom Retiro no YouTube. O segundo e terceiro episódios serão apresentados a partir de setembro pelas redes sociais da própria companhia. Classificação indicativa: 14 anos.

Inaugurando a programação da próxima semana, na segunda-feira, 17/8, a atriz Dirce Thomaz apresenta o monólogo Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus, com direção da própria atriz-criadora e realização da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro. Narrado em primeira e terceira pessoas, o espetáculo mostra a vida da escritora Carolina Maria de Jesus, que escreveu sobre sua trajetória repleta de luta, superação e sofrimento. Tendo por base a obra-diário Quarto de Despejo, o espetáculo recebe adaptação especial para a série Teatro #EmCasaComSesc. A classificação indicativa é 12 anos. Atriz, diretora e dramaturga há mais de trinta anos, Dirce Thomaz é também presidente-fundadora do Centro de Desenvolvimento Cultural e Social do Negro Maria Thomaz de Jesus, com passagens marcantes no teatro, como a protagonista de Xica da Silva, com texto de Luís Alberto de Abreu e direção de Antunes Filho. Considerado um símbolo da escrita feminina no Brasil, Quarto de Despejo foi lançado em 1960 e tornou-se sucesso editorial. O livro narra o dia a dia das comunidades pobres da cidade de São Paulo, o sofrimento, a fome e as angústias dos moradores e as mudanças pelas quais passavam as favelas neste momento.

Com concepção, direção e atuação de Luciana Paes, integrante da Cia. Hiato, a peça Olar Universo será apresentada na quarta-feira, 19/08. Os textos do espetáculo são livremente inspirados nos livros “A Breve História de Quase Tudo”, de Bill Bryson, e “Sapiens”, de Yuval Noah Harari, obras que trazem para o público temas científicos gerais sobre o universo e as grandes perguntas feitas pelo homem. A direção de fotografia e operação de câmera é de Otávio Dantas e a trilha sonora de Kuki Stolarski. A peça narra a história de uma mulher em quarentena em seu apartamento, que tenta entender por que o universo se deu o trabalho de criá-la. Classificação indicativa: 12 anos.

Na sexta-feira, 21/08, o ator Antônio Petrin apresenta Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores, grande sucesso de público e crítica. Com quase 52 anos de carreira, o ator volta a interpretar Jacek que, assim como ele, é um ator. Na peça, o ator polonês está às vésperas da estreia de uma montagem de Ricardo III, de Shakespeare, quando seus médicos o proíbem de continuar a trabalhar, pois sofre do coração. Para Jacek, encerrar sua carreira significa sua própria morte, tamanha sua vocação artística. Por isso, ele continua os ensaios. Atuar para ele é o que o faz estar vivo. Inspirado no depoimento de um ator polonês cardíaco, transcrito no livro Além das Ilhas Flutuantes, do diretor teatral italiano Eugênio Barba, a peça foi escrita e é dirigida por Eduardo Figueiredo. A trilha foi criada exclusivamente para o espetáculo, com piano interpretado por Elaine Giacomelli. Classificação indicativa: 14 anos.

Agenda 14 a 21 de agosto, 21h30

14/8, sexta: Gregório Duvivier em (A Montanha vai a) Sísifo

16/8, domingo: Cia Mungunzá em Poema em Queda-Live – Episódio 1

17/8, segunda: Dirce Thomaz em Eu e Ela: Visita a Carolina Maria de Jesus

19/8, quarta: Luciana Paes em Olar Universo

21/8, sexta: Antônio Petrin em Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores

Até aqui, o Teatro #EmCasaComSesc apresentou 52 espetáculos a uma audiência de mais de 237 mil visualizações. Já passaram pela série os artistas Celso Frateschi, interpretando, de sua autoria, Diana, Georgette Fadel em Terror e Miséria no Terceiro Milênio, de Bertolt Brecht, Sérgio Mamberti em Plínio Marcos, Um Homem do Caminho, Ester Laccava com Ossada, Jé Oliveira em Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens, de sua autoria, Gustavo Gasparani em Ricardo III, de Shakespeare, Lavínia Pannunzio com Elizabeth Costello, Grace Passô, interpretando Frequência 20.20, Denise Weinberg em O Testamento de Maria, Ailton Graça com Solidão, Cacá Carvalho em O Carrinho de Mão in A Poltrona Escura, Bete Coelho interpretando Mãe Coragem, Gero Camilo em A Casa Amarela, Eduardo Mossri com Cartas Libanesas e Cláudia Missura em Paixões da Alma, Matheus Nachtergaele com seu Desconscerto, o ator pernambucano Dinho Lima Flor com o espetáculo Ledores no Breu, Jhonny Salaberg em Buraquinhos ou o vento é inimigo do Picumã, Cassio Scapin com Eu Não Dava Praquilo, Clara Carvalho em A Mais Forte, Rodrigo França na leitura de Contos Negreiros do Brasil, Mariana Lima com a peça SIM – Cérebro|Coração em conferência para a terra, Amanda Lyra em Quarto 19, Denise Fraga com Galileu e Eu – A Arte da Dúvida, Yara de Novaes com o monólogo Justa, Leonardo Netto em 3 Maneiras de Tocar no Assunto – O Homem com a Pedra na Mão, Lucelia Sergio em Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas, Débora Falabella com O Amor e Outros Estranhos Rumores e Debora Lamm encenando Mata Teu Pai, Ondina Clais apresentou Katierina Ivânovna, Antônio e Rocco Pitanga em Embarque Imediato, Teuda Bara em Queria Teatro, Pascoal da Conceição em Os Malefícios do Tabaco, Renato Borghi com Meu Ser Ator, Irene Ravache em Alma Despejada, Felipe Oládélè na performance Fragmentos, Ana Cristina Colla trouxe o solo SerEstando Mulheres, Darson Ribeiro encenou O Homem que queria ser livro, Rodrigo Bolzan apresentou projeto b, Thiago Lacerda encenou Quem Está Aí? e Christiane Tricerri mostrou Frida Kahlo – Viva la Vida, Caco Ciocler encenou Medusa, Fabiana Gugli apresentou Terra em Trânsito, Eduardo Moscovis trouxe O Livro, Soraya Ravenle encenou Instabilidade Perpétua, Kenan Bernardes fez Medea Mina Jeje, Isabella Lemos apresentou Viva Cacilda! Felicidade Guerreira!, Quitéria Kelly, trouxe A Frasqueira de Jacy, Eduardo Moscovis encenou O Livro, Maria Alencar apresentou A Cobradora e Regina Braga apresentou Um Porto para Elizabeth Bishop.

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