A mastigação dos seres humanos é um ato aprendido durante a evolução e é essencial para a sobrevivência. No ato mastigatório alguns pares de músculos são envolvidos para desenvolver os movimentos e coordenados pelo sistema nervoso. Os dentes, juntamente com os seus tecidos de suporte (gengiva, osso e periodonto), completam o sistema estomatognático, que é responsável pela fala, mastigação e deglutição.

“Alterações advindas da mastigação podem levar a um desequilíbrio, alterando todo o funcionamento corporal e levando a uma série de sinais e sintomas, sendo a dor um sintoma que pode ser proveniente dessa mastigação comprometida”, explica o Odontólogo Allysson Valadão, profissional especializado em Harmonização Dentofacial.

A falta de dentes, restaurações insatisfatórias, procedimentos prévios inadvertidos, levam o indivíduo a mastigar errado, escolhendo um lado mais confortável para a mastigação. Essa mastigação unilateral acomete cerca de mais de 60 por cento da população, e com o passar dos anos mastigando preferencialmente de um lado só, esse individuo desenvolve uma compensação em todo o corpo, levando a uma hipertrofia (maior força) dessa musculatura e alterando o posicionamento da cabeça, pescoço e corpo. Essa compensação pode levar a compressões no ouvido, dores musculares, problemas no pescoço, entre outros. Após uma avaliação médica específica, e não encontrado nenhum sintoma relacionado, as dores do tipo enxaqueca, dores no ouvido, ruídos no ouvido, perda de audição, desvios de septo nasal, dores no pescoço, podem estar intimamente ligados aos problemas da mastigação. “A qualidade de vida é um fator primordial para a sobrevivência do ser humano, e as dores a longo prazo ou dores crônicas, interrompem essa qualidade de vida, por esses motivos, se faz necessária uma avaliação criteriosa por um profissional especialista na área, de preferencia especialista em D.T.M para diagnóstico e possível tratamento”, completa o Dr. Allysson Valadão.