Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34% dos brasileiros se alimentam regularmente fora de casa. O mesmo levantamento revela que as refeições fora do lar consomem, em média, 25% da renda dos brasileiros. Outra pesquisa desenvolvida pela Foods News, aponta que o almoço é a refeição mais consumida fora de casa, com 53% dos entrevistados alegando que, ao menos uma vez por semana, almoçam em restaurantes, bares ou lanchonetes.

Mais do que uma demanda típica da vida moderna, os números acima demonstram que alimentação fora de casa é um setor que traz inúmeras oportunidades de negócios e ao mesmo tempo representa um elevado gasto das pessoas. Para se ter ideia, um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), revela que o valor médio de uma refeição completa (prato principal, bebida, sobremesa e café) no Brasil é de R$ 34,14. Dentro da economia colaborativa, no entanto, é possível diminuir os gastos para quem consome, e aumentar a margem de lucro para quem presta esse serviço de alimentação fora do lar.

De acordo com a plataforma digital de permutas multilaterais XporY.com, o número de  empresas do segmento de alimentação que estão cadastrados cresce diariamente. A estimativa é de que, no último ano, tenha havido um crescimento de 30% no número de empresas do setor que aderiram à plataforma.

Segundo Rafael Barbosa, diretor da XporY.com, o aumento no número de empresas que oferecem o serviço reflete na crescente procura pela alimentação fora de casa. “A cada dia a vida se torna mais corrida, principalmente para quem trabalha o dia todo. Comer fora de casa tornou-se  uma necessidade inevitável, mesmo num período de crise econômica como o atual. Mas o ramo de alimentação fora do lar é também altamente competitivo e diversificado, e o sistema de permuta é mais uma forma que estabelecimentos deste segmento têm para conquistar mais clientes”, explica Rafael.

Rafael Arataque, proprietário do América Wings que fica no Setor Bueno, afirma que está na plataforma XporY.com há cerca de 4 anos. Segundo ele, a adesão às permutas multilaterais ocorreu para driblar a crise e continuar crescendo, mesmo em um ambiente desfavorável. Arataque revela ainda que o número de clientes que procura o estabelecimento para consumir em X$ aumenta gradativamente. “Da abertura até hoje a procura só cresce. Hoje, cerca de 120 pessoas por mês nos procuram para consumir em X$, em períodos normais. Em datas comemorativas a procura aumenta cerca de 40%”, explica o empresário.

Rafael Arataque, por sua vez, diz que utiliza as vendas em X$ para reinvestir no estabelecimento e também para uso pessoal.  “Já fiz reformas no restaurante, troquei fachada, mexi no gesso. Além disso, utilizo os X$ para fazer retiradas de sócio. Ai utilizo para pagar curso de inglês e viagens com a família”, revelou.

Paulo Garcia , proprietário do restaurante Chão Nativo, no setor Bueno, também está na plataforma há quase 4 anos. De acordo com ele, as vendas com a moeda digital estão crescendo e isso aquece o movimento no restaurante. “Aderimos à plataforma digital pelo fato do país estar vivendo um  momento difícil. Vimos a possibilidade de vender em X$ para trocar por produtos e serviços que usamos com frequência. E deu certo”, ressalta.

Paulo explica  que os recursos arrecadados em moeda digital são revertidos para serviços no restaurante e para retiradas do prolabore. “Aqui no restaurante eu já usei para dedetização e algumas reformas, mas na maior parte das vezes utilizo como retirada de prolabore. Uso muito para sair, pedir uma pizza, um lazer com a família”, explica.

Segundo Rafael Barbosa, sócio-fundador da XporY.com, a plataforma que tem mais de 7 mil associados, oferece uma gama muito grande de serviços e produtos que podem ser utilizados tanto por estabelecimentos comerciais quanto por pessoas físicas. “O grande diferencial da permuta multilateral, em relação a permuta comum, é que, no nosso caso, o associado tem a sua disposição uma infinidade de serviços e produtos oferecidos pelos mais de 7 mil associados da plataforma. E tudo é negociado em nossa moeda digital, de forma prática e fácil, pela internet ou via aplicativo de celular”, explica.

Sobre a XporY.com

A XporY.com é uma scale up criada em 2014 com o objetivo de promover a economia colaborativa, mostrando uma outra alternativa para profissionais e empresas gerarem valor com seus serviços e produtos. A empresa surgiu graças ao incentivo do programa Tecnova, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e graças a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em âmbito federal.

Na XporY.com tudo é negociado em X$.  Os créditos na moeda digital podem ser consumidos com qualquer produto ou serviço oferecidos por seus mais de 7 mil associados, sem o uso de reais. “Os profissionais continuam produtivos, as empresas mantém o seu giro de estoque e, de quebra, aumentam seu poder de compra. Sem falar que a XporY.com também funciona como uma vitrine para a empresa ou o profissional autônomo”, explica Rafael Barbosa. Segundo ele, a ideia nasceu de modelos de plataformas de permutas criadas nos Estados Unidos.

Um diferencial da XporY.com, em relação a outras plataformas,  é a ausência de custo na adesão; ou seja, os participantes não têm que pagar para entrar na rede e nem um valor mensal como manutenção. Com a XporY.com, somente na hora de consumir, é que se paga apenas uma taxa de 10% em reais sobre o valor da compra