Em sua terceira edição, o bate-papo sobre Arte do projeto Miscelânea Cultural, aprovado pelo Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, recebe a escritora, poetisa, fotógrafa, locutora, compositora, ativista, educadora, atriz e palestrante de assuntos indígenas e ambientais no Brasil e no exterior, Márcia Kambeba, membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira nos Estados Unidos.

Ela é convidada da artista, professora, performer e ativista do movimento indígena, Mirna Kambeba Omágua Yetê Anaquiri, para uma conversa sobre *Arte e inclusão*, no dia 21 de fevereiro (domingo), às 16 horas, pela plataforma Google Meet. O evento é gratuito e aberto ao público em geral. Para acompanhar e participar ativamente do bate-papo com perguntas, é necessário inscrever-se pelo LinkTree disponível na bio do Lowbrow Lab Arte no Instagram (@lowbrow.galeria).

“A Márcia é uma referência incrível para nós! Vai ser uma honra poder debater com ela sobre a presença da mulher indígena no campo das artes, com o intuito de pensar a inclusão”, diz Mirna Anaquiri, responsável pela condução dos bate-papos promovidos pelo Lowbrow por meio do Miscelânea Cultural. Márcia faz um trabalho decolonial nas escolas públicas e privadas e em asilos e presídios, por meio do qual busca apresentar uma forma de pensar a ancestralidade indígena como ponte entre os mundos da aldeia e da cidade. “Acredito que a interculturalidade é possível”, diz Márcia.

Sobre Márcia Kambeba

Nasceu na aldeia indígena Belém do Solimões, no Amazonas. Depois, foi para a cidade de São Paulo de Olivença, onde estudou Geografia na Universidade Estadual do Amazonas, Especialização em Educação Ambiental pela Faculdade Salesiana Dom Bosco e Mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas. Márcia Wayna Kambeba é autora de quatro livros: Ay kakyri Tama (Eu moro na cidade), O Lugar do Saber (que está na segunda edição ampliada), Saberes da Floresta e Kumiça Jenó: Narrativas poéticas dos seres da floresta, este último de contos.

Enquanto compositora — ela compõe em tupi e português, aborda a questão indígena, ambiental e amazônica. Seu primeiro trabalho musical será lançado ainda em 2021, em parceira com o músico Robertinho Silva. Como fotógrafa, faz exposições foto-etnográficas pelo Brasil, mostrando a forma de territorialidades indígenas e, especialmente, do povo Kambeba. Já a Márcia atriz participou da minissérie Diário da Floresta, no papel da personagem Soapor, retratando o povo Suruí Paiter.

Além disso, ela é membro da Academia Formiguense de Letras (MG), tendo obtido algumas comendas, dentre elas, a Comenda Seu Duca de Cultura, concedida pela Secretaria de Cultura do Município de Castanhal, no Pará, e a comenda Paulo Frota de Direitos Humanos, pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará. É membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira nos Estados Unidos e tem participação em várias antologias com poemas que retratam os povos originários e a questão da Amazônia.

Ativismo

Márcia Kambeba é ativista cultural, ambiental e educacional. Trabalha com a educação dos sujeitos indígenas e não indígenas e com a licenciatura Intercultural indígena dentro e fora das aldeias. Seus poemas são de cunho político, ambiental e de resistência.

Ela é pesquisadora sobre a questão indígena e Amazônica e traz, no currículo, participações no programa Encontro com Fátima Bernardes (Rede Globo/ 2018) e palestras realizadas no Chile e em Londres. Em 2020, foi a primeira mulher indígena a se lançar candidata na história política de Belém (Pará), onde foi candidata a vereadora. Atualmente, é Ouvidora Geral do Município de Belém, sendo a primeira indígena a ocupar um espaço no primeiro escalão da gestão municipal no Estado.