Mulheres que optam pela maternidade tardia devem considerar a faixa entre os 30 e 35 anos como a ‘janela de gravidez’ mais favorável para se ter uma gestação. Após esse período, a candidata a mamãe começa a ter mais dificuldades para engravidar devido ao desgaste natural dos óvulos que, à medida que envelhecem, reduzem sua capacidade reprodutiva. A orientação é do médico especialista em reprodução humana Eduardo de Castro, que participou recentemente de uma mesa redonda com outros especialistas no Órion Shopping, em Goiânia.

Ao esclarecer várias dúvidas do público, Eduardo de Castro detalhou o funcionamento do ciclo reprodutivo da mulher, explicando que os óvulos, diferente dos espermatozóides que são produzidos diariamente pelo organismo masculino, não se renovam, são os mesmos que já nascem com a mulher. Conforme o especialista, essas células reprodutivas femininas vão se desenvolvendo desde a infância, passando pela adolescência e na fase adulta – daí o seu envelhecimento inevitável. “Por isso, as mulheres que pretendem congelar seus óvulos para fazer fertilização em outro momento devem realizar esse procedimento até a idade indicada de 32 anos”, esclareceu o médico.

“Os óvulos, à medida que envelhecem, vão diminuindo sua capacidade reprodutiva. Isso pode causar, além da infertilidade, alterações nos cromossomos”, destacou Eduardo durante o evento realizado no complexo Órion. O especialista explicou que as células reprodutivas femininas, ao envelhecerem, ficam suscetíveis a 21 possibilidades de alterações de cromossomos, que podem resultar no surgimento de deficiências, como por exemplo, a Síndrome de Down.

Segundo Eduardo de Castro, mulheres com até 35 anos de idade podem considerar como normal o prazo de um ano de tentativa para engravidar naturalmente. Após isso, se a gestação não acontecer, o ideal é procurar ajuda médica. Para quem tem mais de 35, esse prazo cai para 6 meses.

Também participaram da mesa redonda outros especialistas, que falaram sobre maternidade nos dias de hoje, aleitamento materno, primeiros cuidados com o bebê e outros temas afins. Para falar sobre esses assuntos foram convidadas a psicóloga Karla Cerávolo, a consultora e baby planner Weslene Melo, a pediatra Loretta Campos e a psicóloga especialista em arteterapia Jaqueline Comazzi.

“Como um complexo que irá aglutinar diversas especialidades médicas e de assistência à saúde, sempre fazemos questão de reunir esses profissionais e abrir as portas para toda a população, para refletir sobre temas importantes e que fazem diferença na saúde e bem-estar das pessoas”, comentou a gestora de marketing do Órion Complex, Patrícia Naves, uma das organizadoras do evento.

O Órion Complex mantém em funcionamento o programa Viva Saudável Órion, que consiste numa agenda de eventos mensais e gratuitos promovidos pelo complexo de saúde para incentivar as pessoas a cuidar melhor da saúde e do bem-estar.