A frota de veículos de Goiânia, 605,3 mil, é  a 6ª maior do País, de acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), de julho de 2018, implica em vários transtornos para os goianienses. Um deles é a dificuldade de estacionar, preocupação que volta a  incomodar com a volta às aulas no segundo semestre deste ano, que iniciam amanhã, 1 de agosto, nas redes públicas estadual e municipal – com 100 mil alunos – e em escolas particulares.

Além das usuais medidas de controle de trânsito normalmente tomadas pelos órgãos de trânsito, contribuições da comunidade estão sendo providenciadas para dar mais conforto a condutores e a comunidade em geral.  Uma delas vem da Dinâmica Engenharia que, liberou uma área, situada na quadra 101 lotes 2 e 3, para que a comunidade possa estacionar de graça no terreno da Rua T-30, no Setor Bueno, um dos bairros que mais concentra escolas na capital. O local comporta até 60 carros.

“A ideia é ampliar as alternativas para deixar o veículo enquanto entrega os filhos na escola, evitando assim filas duplas e congestionamento”, diz o diretor da construtora, Mário Valois. Vizinho ao terreno da Dinâmica Engenharia estão colégios particulares como o Interamérica e o Espaço Criativo, prédios corporativos, clínicas e outros locais que geram fluxo de pessoas e, também de veículos, uma vez que a Goiânia tem média de um carro para 2,42 habitantes, uma das mais elevadas do Brasil, de acordo com o CNN.

A falta de estacionamento é um dos problemas mais sérios do trânsito de Goiânia. Diante das dificuldades, muitos condutores acabam cometendo infrações. Em 2018, dados do Detran-GO demonstram que esta irregularidade gerou 130.045 atuações. Esta é a quarta vez que a construtora abre vagas de estacionamento para contribuir com a cidade e exercer sua política de responsabilidade social.

“Nós entendemos que podemos contribuir com o bem-estar urbano com medidas simples como esta”, destaca Mário Valois. O projeto nasceu em 2015, quando a empresa começou a abrir o subsolo dos prédios em construção para estacionamento dos colaboradores e, em segundo momento, para a comunidade.

 “A fim de monitorar a qualidade do nosso acabamento, há algum tempo, nós optamos por concluir o subsolo, térreo e mezanino, antes de começar a ‘subir’ a estrutura do prédio.  Com o pronto, percebemos que poderíamos dar a ele esta função temporária e, assim, tornar este período de obras mais confortável para os colaboradores e a vizinhança também”, diz Valois.

A primeira experiência foi realizada no Residencial Only Marista, construído próximo ao Parque Areião. Diante dos bons resultados, o projeto foi implementado na obra do Residencial Poème Lago das Rosas, que foi construído na orla do Lago das Rosas, no Setor Oeste. Agora, na nova fase do projeto, os benefícios devem durar mais tempo, uma vez que a abertura das vagas de estacionamento se dão em um terreno.