Goiânia que oferece elevados índices de qualidade em áreas como saúde e educação básica, além de altas taxas de emprego e renda média, é, ainda sim, uma das metrópoles brasileiras mais acessíveis para se morar. Conforme o último Índice FipeZap de Locação Residencial, de maio, entre as 11 capitais avaliadas, a goiana possui o menor custo para locação, R$ 16,43/m². Considerando as 25 cidades brasileiras monitoradas, a capital de Goiás possui a quarta média para locação mais barata, sendo que a média nacional é de R$ 28,79/m².

Listadas entre as dez capitais com o maior Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), conforme levantamento divulgado no ano passado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Goiânia está também entre as três capitais com maior atratividade de migrantes, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estatísticas apontam Florianópolis, Palmas e Goiânia com as maiores taxas de migrantes, e no caso das duas últimas, essa grande procura se deve, especialmente, à proximidade com polos agrícolas e à excelente estrutura urbana.

O gerente de aluguéis da URBS Imobiliária, Marcell Abranches, ressalta que esse baixo valor pode ser explicado, dentre outras coisas, pela capital goiana ser jovem. “É uma cidade que tem muitas áreas ainda para construção e que passou a ter verticalização há pouco tempo, o que gera oportunidade de locação”, considera. De acordo com a gerente comercial da URBS Aluguel, Gyselle Rodrigues Campos, o valor acessível para locação é uma atrativo a mais para quem vem de outros Estados. “A cidade proporciona uma boa qualidade de vida, tem uma oferta de emprego e aliado a isso, o preço acessível de moradia também influencia”, diz ela.

Segundo Gyselle, grande partes dos clientes que alugam os imóveis em Goiânia são pessoas que vêm de fora, muitos são estudantes e outra grande parte é formada por pessoas que vêm de outros Estados em busca de emprego e mais oportunidades. Diante disso, a gerente explica que a URBS é a única imobiliária em Goiás a fazer parte de uma rede avançada de locação, com empresas de todo o País, fazendo com que a imobiliária aceite fiadores de várias partes do Brasil. “Isso representa uma grande facilidade para o locatário que vem de outro Estado”, ressalta Gyselle.

Outro ponto destacado pela gerente é a questão dos investidores que compram imóveis para obter renda com aluguéis, o percentual de lucro, segundo a pesquisa, é de 4,57% em Goiânia. Para se ter uma boa conversão de locação, ou seja, o imóvel ser alugado rapidamente é preciso observar alguns pontos, que são os analisados pelos locatários. “O investidor precisa ponderar a localização do bairro e a região; ver o que existe perto do imóvel, dentre os comércios no geral para facilitar a vida do morador. Se for um apartamento, analisar o condomínio, seu estado de conservação e quais as opções de lazer oferecidas ao condômino. E no imóvel em si deve-se analisar se é novo e também os acabamentos”, salienta Gyselle.

Preços

Ainda conforme o Índice FipeZap de Locação Residencial, o Jardim Goiás é apontado como metro quadrado para locação mais valorizado de Goiânia, ao custo de R$ 25,19/m², depois vem Alto da Glória e Redenção (R$ 22,18) e o Setor Marista (R$ 20,21). “Realmente temos uma maior procura para locação no Jardim Goiás, devido estar próximo a um shopping, ter muitos residenciais por perto e uma maior qualidade de vida”, diz Gyselle ao explicar o porquê da maior valorização nessas regiões. Completam o top cinco dos bairros mais valorizados o Leste Universitário (R$ 18,73) e Bueno (R$ 18,29).

Por sua vez, o local com o metro quadrado mais barato para locação na capital é o Setor Aeroporto, com o preço de R$ 9,97, seguido da Cidade Jardim (10,86), Jardim Europa (10,87), Setor Central (11,89) e Sul (11,99). A gerente da URBS diz que, embora essas regiões de Goiânia tenham sido apontadas como as mais baratas para locação, ela pondera que esses bairros têm muitas atratividades, como a localização estratégica e uma ampla rede de comércio e serviços.

Ela atribui o baixo valor de locação, provavelmente, ao fato de serem setores mais antigos e que carecem de moradias mais modernas. “Nesses bairros temos muitos imóveis e prédios antigos e hoje as pessoas preferem edifícios mais modernos com uma área de lazer ampla, com várias opções de comodidade, mais segurança. Além disso, elas observam também o valor da taxa de condomínio, que em muitos residenciais novos é mais barata que nos antigos. Porém, temos vários perfis de cliente e devemos entender a necessidade de cada um”, ressalta Gyselle.