A música tem o poder de tocar as pessoas em lugares inimagináveis, provocar reflexões com assuntos pertinentes ou apenas transcender para um lugar de paz e prazer. O cantor Pedro Scalon entende o significado de atingir as pessoas por meio de suas músicas, dividindo pensamentos e angústias, e como de costume trouxe um novo trabalho recheado de diversidade cultural, o EP intitulado ‘Legendas do tempo’.

O nome do projeto, ‘Legendas do Tempo’ por si só traduz o sentimento que o cantor quis externar quando escreveu as canções, pois existe o mundo inteiro a ser visto. Nas entrelinhas e na delicadeza perceptível, Pedro Scalon destaca culturas que passeiam pelo mundo e faz com que elas sejam ouvidas. Nas cinco músicas que integram o trabalho ele mistura gêneros como flamenca, blues, cubana, indiana e bossa nova.

Em meio a preparação, o cantor percebeu que cada música do EP tivesse uma gravação ao vivo, além da produção de um videoclipe. “Todas as canções são gravadas ao vivo, em um take só. E assim conseguimos imprimir o sentimento e expressão da música” contou Pedro.

Em outros trabalhos o artista já declarou seu amor pelo audiovisual com clipes primorosos, formatados para que complementasse a história cantada. Um exemplo disso foi o clipe da música ‘Hoje’, gravado em Brasília, transformou o que poderia ser apenas um clipe em uma homenagem cheia de significados.

As canções

A primeira canção apresentada foi a ‘Depois de Amanhã’, uma melodia que mescla fortes traços brasileiros com características flamencas, apresentando assim um estilo latino. “Tenho uma relação muito forte com a música hispânica e flamenca, meu sobrenome Scalon vem de origem cigano/hispânico”, relembra entusiasmado Pedro. A música latina vem ganhando destaque mundialmente e Pedro se dispôs a inserir seu jeito particular de fazer música nesse gênero tão cativante.

Já a segunda música apresentada ao público foi ‘Sobre Nós’, que traz a marca registrada do cantor que é o pop americano com influências do rock, mas com a novidade do arranjo de música indiana. ‘É possível perceber também algumas referências ciganas, porque eles saíram do norte da Índia e foram rumo a Espanha devido a primeira guerra. Então quando você ouve música indiana consegue perceber a relação com os ciganos”, revela Pedro. Ele afirma que esses gêneros musicais sempre o influenciaram e que pela primeira vez se aventura nessa mistura.

Esse novo álbum contará com um total de cinco músicas/videoclipes, tendo em vista que duas já foram produzidas, às outras três será uma surpresa para o público. “O título das canções eu intitulo de acordo como elas são construídas. Todas as músicas desse EP, independente da estética são letras que falam sobre o cotidiano, impulsos e reflexões do que estamos vivendo. E assim sairmos melhor dessa”, falou Pedro sobre as próximas canções sem divulgar os nomes.

Sobre Pedro Scalon

Filho da pianista Viviane Vilela e neto do compositor e músico Henrique Duarte Netto, o goiano Pedro Scalon sempre teve a música como um dos principais pilares de sua vida, iniciando seus estudos musicais aos sete anos de idade. Começou estudando piano em casa, mais tarde passou para o violão e guitarra.

Aos 15, já como músico profissional, formou várias bandas, se apresentando em shopping centers, festas, bares e eventos, sempre influenciado por artistas consagrados do rock e pop internacional, com repertório envolvendo ainda MPB, blues e jazz. Começou a estudar canto aos 16 anos e, com o passar do tempo, foi desenvolvendo vários projetos musicais, além de tributos a bandas como Beatles, Queen, John Mayer, Gary Moore e Bon Jovi.

Professor de guitarra, violão, piano e canto, tendo trabalhado em escolas renomadas em toda a cidade possui, em seu currículo, cursos de formação com professores como Mozart Mello, Edu Ardanuy, André Matos, Lanny Gordin, Michel Lemme, Rafael Bittencurt entre outros.

Em 2013, Pedro lançou o disco “Nas Margens do Tempo”, que teve produção de Wellerson Cássio. O material trouxe nove faixas de sua autoria, incluindo “Sete Noites no Deserto”, que lhe rendeu o prêmio de melhor compositor no Festival dos Violeiros, em Goiânia, além de duas regravações. Já com o videoclipe da música “Totens”, também de sua autoria, foi finalista do concurso “Garagem do Faustão”, promovido em outubro de 2012 pelo programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. O álbum “Nas margens do tempo” também o levou por quatro vezes à final do festival FENAC, Festival Nacional da Canção, o maior festival de música do Brasil, por onde passaram músicos como Oswaldo Montenegro, Lô Borges e Dani Black. Todas as músicas do cantor podem ser encontradas nas plataformas digitais.

O músico também é conhecido por se dedicar a tributos a dois artistas épicos, Cássia Eller e Cazuza. Este último lhe rendeu muitos elogios, não só de crítica e público como também os cumprimentos de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, que chegou a publicar uma matéria no site oficial do filho falando sobre o trabalho de Pedro e tecendo elogios ao show, além de presenteá-lo com a réplica da bandana que Cazuza usava, tradicionalmente, em seus shows.