Desde a primeira semana do ano empresários, representantes de instituições e cidadãos vem comemorando as novidades anunciadas pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Dentre as inúmeras inovações, taxadas como “históricas”, estão o crédito prefixado para casa própria, permissão de pagamentos e compras em lotérica via cartões de crédito ou débito, mais facilidades em financiamentos e até a abertura de capita da Caixa Seguridade.

Apesar de serem pontos explanados sem grandes detalhes pelo presidente da instituição financeira, as informações foram dadas de forma otimista e como certas, fazendo com que o mercado de negócios celebrasse tudo que foi dito. Especialistas entrevistados pelo Jornal O Hoje garantiram, explicando sobre algumas das propostas, que elas, se concretizadas, trarão benefícios a todas as pessoas.

O advogado, especialista em direito imobiliário e presidente da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB de Goiás, Diego Amaral, foi um dos profissionais que está a favor das mudanças anunciadas. Para ele, “essas novidades implicaram em redução de custos para a população, trazendo, consequentemente, menor inadimplência e maiores índices de compra de imóveis”.

“No caso do crédito prefixado para compra de imóveis, por exemplo, os benefícios serão enormes. O comprador terá a exata noção do valor que pagará pela casa ou apartamento em todo período de financiamento, podendo se planejar melhor, ou seja, não haverá correções de taxas que existem em outros modelos utilizados no mercado”, explicou o advogado, garantindo que o sonho da casa própria estará ainda mais perto das pessoas.

Quem também garantiu que está acompanhando, por meio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os anúncios do presidente da Caixa, foi o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias. Ele afirmou que o órgão é a favor de um “programa permanente de incentivo da casa própria, aproveitando o momento com oferta boa de crédito e juro baixo”.

Além de também ser um defensor do crédito prefixado, Roberto lembrou, quando questionado sobre o risco de a Caixa facilitar ainda mais os financiamentos, que ” a facilitação e juros mais baixos não serão problema”. “O que houve anos atrás, foi que a crise pela qual passamos, junto ao desemprego e altos juros acarretaram inadimplência. Então, hoje, essa oferta de crédito é boa, ainda mais para Goiás, que tem inadimplência abaixo da média, segundo pesquisa recente”, disse.

Mais perto ainda do mercado imobiliário, as construtoras também comemoraram. À reportagem, o presidente da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Elbio Moreira, contou que “uma novidade desse porte vinda do maior agente financeiro do País é muito benéfica para o mercado imobiliário”. “Essas medidas criam mais abertura, uma nova opção para o cliente. É algo muito positivo também pelo movimento financeiro que promove, tendo em vista o baixo índice inflacionário atual, com as quedas na taxa Selic e no IPCA”, afirmou.

As outras novidades, que envolvem as Lotéricas e a abertura do capital de seguridade, por exemplo, foram abrangidas pelo presidente da Caixa ao afirmar que o banco público está em fase final de discussão para entrar no negócio de adquirência de cartões, o credenciamento de estabelecimentos comerciais para aceitar meios eletrônicos de pagamentos.

“A Caixa é o único banco que não tem adquirência, vamos resolver isso agora”, comentou, sem dar maiores detalhes. No último dia 20 foi formalizada a criação da Caixa Cartões, que vai operar no segmento de maquininhas, ou seja, a adquirência, e ainda deve lançar uma nova bandeira de cartões.

“Os meios de pagamento se tornam cada vez mais relevantes e a Caixa Cartões será um parceiro operacional muito forte. Nosso foco inicial é abrir capital da seguridade e depois de cartões, mas, independentemente disso, esse movimento na caixa cartões ocorreria”, acrescentou Pedro. “Tenho certa apreensão em ter 100 milhões de clientes e apenas 7 milhões de cartões. Não podemos aceitar isso”, completou. O executivo destacou que abrir o capital de subsidiárias é um mecanismo para conter problemas que ocorreram no passado, como corrupção, garantindo, ainda, que “a grande força da Caixa será vista a partir de 2021”.