Dipirona, ibuprofeno e outros três mil medicamentos isentos de prescrição médica – conhecidos como Mip – poderão ter preços mais competitivos já a partir deste ano. É que o governo federal decidiu retirar, gradualmente, o valor-teto desses produtos. A liberalização, conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sincofarma-GO), deve aumentar o número de concorrentes no mercado, favorecendo o consumidor com preços mais vantajosos nas farmácias e drogarias.

Presidente do Sincofarma-GO, João Aguiar Neto explica que a medida publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos separa os medicamentos isentos de prescrição médica em três grupos, com diferentes regras de liberação. Medicamentos do grupo 1 já terão os preços livres nas fábricas e no varejo. No grupo 2, ficarão medicamentos com valores liberados apenas nas fábricas; no varejo, eles permanecerão sujeitos ao teto. E no grupo 3 estarão os medicamentos com preço controlado tanto nas fábricas como nas 78 mil farmácias brasileiras, sendo mais de 4 mil delas espalhadas pelo estado de Goiás.

“À medida que o estado diminui sua interferência no setor produtivo, como é o caso, mais empresários se encorajam a disputar o mercado. E quanto mais gente movimentando essa indústria, maior a concorrência, o que resulta em preços mais competitivos para o consumidor”, argumenta João Aguiar Neto. A venda de medicamentos isentos de prescrição médica movimenta, anualmente, mais de R$ 10 bilhões e representa 20% do comércio de medicamentos no País, abastecido hoje por 700 indústrias.

Segundo João Aguiar, que também é farmacêutico, medicamentos isentos de prescrição médica são aqueles disponíveis livremente nas prateleiras das farmácias, indicados no combate a enfermidades como dores de cabeça, febre, tosse, prisão de ventre, azia, congestão nasal, dores de garganta, aftas, assaduras e hemorroidas.