O clima seco, com baixa umidade e muita poeira já é uma realidade para os goianos. Além de incômoda, essa condição climática faz crescer a incidência de algumas doenças oculares que, se não tratadas, podem desenvolver outras mais graves.

“Em geral, com o tempo seco, os olhos ficam menos lubrificados. O problema é que essa camada aquosa da lágrima protege os olhos e, sem ela, ficamos mais expostos a doenças oculares”, explica o oftalmologista Bruno Diniz, diretor clínico da Vistta Oftalmologia em Goiânia.

O especialista alerta também para as alergias: “Provocam coceira que podem levar a infecções e a outras doenças, como a conjuntivite, muito comum nesta época do ano”.

Diniz recomenda aos pacientes que redobrem os cuidados com a higienização das mãos e protejam os olhos da poeira. Caso necessária, a limpeza dos olhos pode ser feita com água abundante. Se os sintomas persistirem, é essencial procurar o oftalmologista.

Veja a seguir as principais lesões oculares no período da seca:

Alergia

– Com o tempo mais frio, é preciso cuidado com as roupas de frio e cobertas guardadas por muito tempo. Elas podem ter ácaros que provocam alergias e irritação aos olhos.
Síndrome do olho seco

– Fatores ambientais, como vento, fumaça e clima seco provocam evaporação excessiva das lágrimas, responsáveis por lubrificar os olhos. A síndrome tem sintomas como vermelhidão, coceira e até fotofobia. Pessoas que passam muito tempo em frente ao computador ou em ambientes com ar condicionado podem ter os sintomas agravados.

Bruno Diniz - Vistta -12

 

Conjuntivite

– Doença muito comum no inverno, a conjuntivite provoca inchaço nas pálpebras, coceira, ardência, lacrimejamento, secreção e sensação de areia nos olhos.

Bruno Diniz é diretor clínico da Vistta Oftalmologia, especialista em retina, vítreo e catarata. É Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo.