Olimpíadas Rio 2016, Abertura cala a boca da Imprensa Internacional

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Desde que o Brasil foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos, muito da imprensa internacional vem questionando sobre a competência do País de sediar algo tão grande. Com os anos que se passavam, o Brasil mostrava sua fragilidade econômica, política e social e esses valores eram refletidos no mundo a fora.

Atualmente, tivemos problemas diversos, a política enfrentava um conflito de governabilidade muito grande, a saúde virou caso de calamidade pública, as obras não acabavam, enfim, muitos problemas que os próprios Brasileiros destacavam enfaticamente nas redes sociais.

Depois de uma Copa do mundo cheio de reticências, era chegada a hora das Olimpíadas 2016 e para quem acreditava no fracasso de uma abertura de cerimônia, calou a boca de muita gente.

Nas redes sociais, a Abertura do Rio 16 virou o assunto mais comentado do mundo, e achar alguém que falasse mal da cerimônia era igual procurar uma agulha no palheiro. Fomos ovacionados, a emoção estampava até nos rostos dos atletas que entravam durante suas delegações.

Até a imprensa internacional reconheceu, a grandeza do espetáculo:

“Simples e elegante“, relatou o inglês “The Guardian”, elogiando a maneira como Paulinho da Viola cantou o hino nacional brasileiro e a reação do público presente no Maracanã.

“Uma festa de música, cores e esporte no Rio de Janeiro, à altura da cidade maravilhosa, com ritmo e beleza”, colocou o argentino “Clarín”.

Ainda no país hermano, o “Olé” fez questão de destacar que a delegação do país foi “uma das mais ovacionadas“, o que de fato aconteceu, assim como com a da Alemanha.

O norte-americano “New York Times” aproveitou o momento em que Jorge Ben Jor interpretava “País Tropical” e fez o público cantar à capela para dizer:

“Você vê que as fantasias e o cenário não são tão luxuosos como os de outras cerimônias, mas isto realmente não importa quando você tem uma energia como esta.”

Também dos Estados Unidos, o Washington Post, que chegou a dizer há alguns dias que esta seria a “Olimpíada da sujeira”, destacou que após vários problemas na organização, o “Rio, pelo menos por uma noite, está fazendo o que faz de melhor”.

“Espetacular, espetacular, espetacular“, repetiu várias vezes o chileno “La Tercera”.

Outro inglês, o “Telegraph” opinou: “É como se alguém tivesse apertado o botão e ligado as pessoas. De repente, tudo é esplêndido.”

Mais um dos Estados Unidos, o “Boston Globe” afirmou: “Se você estava em dúvida sobre assistir à cerimônia de abertura, vale a pena! Uma apresentação visualmente deslumbrante.”

De volta à Europa, o “La Vanguardia”, de Barcelona, na Espanha, soltou: “Chega a construção do Brasil contemporâneo com todas as cidades que o formam. Espetacular o efeito visual que se vê neste momento no Maracanã.”

“40 minutos formidáveis”, avaliou o diário espanhol “Sport” quando a cerimônia tinha exatamente este período.

Depois, o mesmo periódico registrou: “O Brasil surpreendeu com uma festa cheia de luz e música, assim como com várias cenas muito marcantes. Teve festa, um pouco de samba e, sobretudo, uma enorme celebração nas arquibancadas.”

O Maracanã foi cenário de um tremendo espetáculo em que não faltou a modelo brasileira Gisele Bündchen”, reportou o também espanhol “Marca”.

Vale destacar a pergunta do inglês “The Independent”: “O Brasil vai conseguir fazer um Carnaval a partir do caos?” O questionamento é sobre se o país vai executar uma grande Olimpíada após todos os problemas que tem vivido na organização.

Independente da crítica, o que vale ressaltar é que a cerimônia do Rio 2016 quebrou vários protocolos, não que isso seja ruim já que tudo foi avisado pelo comitê nacional, mas vamos enxergar isso como uma tradição que foi passada de olimpíada para olimpíada. O rio de Janeiro começa a partir desse momento uma nova tradição, em que o presidente do país não fora mencionado no início da cerimônia, que as delegações dos países entrassem pelo centro do estádio e não mais pela lateral, que a pira olímpica fosse menor para reduzir o foco da poluição ambiental.

Que por sinal foi um recado muito bem dado pelo Brasil, o foco na questão ambiental acendeu o mundo para os problemas que ainda existe no mundo, nosso país sabe muito bem disso e mostrou que sabe separar os problemas, afinal, todos nós precisamos de uma festa para se distrair um pouco do que nos cerca, mas sem perder o foco.

Nossa representatividade também demarcou muito bem seu espaço, a modelo brasileira Gisele Bündchen fez seu ultimo desfile e fechou com chave de ouro. O cenário da Música Popular brasileira destacou a velha e a nova guarda mostrando os valores das duas gerações. O espetáculo mostrou nosso país desde a origem do mundo até a geometrização dos centros urbanos. Vale destacar a bela narração da Fernanda Montenegro e Judi Dench recitando uma obra de Carlos Drummond de Andrade “A Flor e a Náusea“, foi realmente emocionante.

O Brasil deu seu recado, independente dos problemas, precisamos mostrar o outro lado e destacar que também fazemos a diferença no mundo, seja com uma mensagem de conscientização, seja da grandiosidade de um espetáculo e de um evento dessa magnitude. Parabéns Brasil…