No mundo do politicamente correto, qualquer brincadeira estabelecida em um programa de TV ou vira uma verdade absoluta ou é demonizada sem direito a contraditória. É incrível que temos que vivenciar em nosso país situações que conflitam com a realidade dos fatos, simplesmente porque somos divididos em o que acreditar e não acreditar. Para ilustrar claramente essa divergência temos esse caso do Troféu Imprensa que tem repercutido de uma forma bastante intensa e que dividiu opiniões. Se por um lado temos uma jornalista polêmica, por outro, temos um apresentador que adora fazer graça de tudo e que não tem filtro em suas piadas.

Li em alguns perfis que muitos gostaram da prensa que Silvio Santos fez em Rachel Sheherazade, afinal, seu histórico de opiniões (muitas vezes sensatas outras vezes não) eram alvo de intensa crítica social. Mas vi muita gente agredindo a postura do apresentador por querer calar a imprensa e comparar a situação com a “Censura”. Ora, sério que chegamos a esse ponto? Sílvio Santos era de uma geração em que o politicamente correto não existia e que praticamente muitos não se ofendiam com piadinhas tão chulas. Convenhamos, estamos falando de um senhor de 80 e tantos anos que fala muita besteira e ninguém liga, porque é o Silvio Santos, mas sabemos o suficiente para saber que ele é uma pessoa sem preconceito e muito politizado sim senhor.

Agora censura? por favor, alguns colegas jornalistas podem até terem uma opinião diferente da minha, mas o senso comum não tem ideia do que faz um jornalista, não estudei tantos anos na universidade para o curso de jornalismo e nem investi nos meus estudos, pra qualquer um bem dizer aquilo que quer e não terem a noção dos fatos históricos. Sheherazade pode até ter sido proibida de exercer sua opinião no telejornal (pelo governo como todos nós sabemos), mas ela ainda tem suas redes sociais que claramente sua opinião não se cala, não estou defendendo-a, mas sim ao jornalismo que implica sempre na imparcialidade dos fatos (Mesmo não sendo uma ciência exata), afinal não cabe ao jornalista a opinar um fato que pode servir como uma arma afiada para opinião pública, que muitas vezes acredita na notícia como verdade universal.

Em um país com declínio da educação e uma divisão política e social tão grande, já tivemos fatos de que a opinião desta apresentadora foi interpretada de forma violenta socialmente, não precisamos disso, cabe a cada telespectador formar sua própria opinião, querendo ou não investigar por conta própria a veracidade dos fatos. Mas vamos parar com essa besteira de censura, pois a censura que eu conheço por fatos históricos, foi muito maior do que uma piadinha que o Silvio Santos fez, não teve censura, não teve machismo, muito menos assédio moral, o mundo precisa de menos vitimização e mais ação.