O Sesc São Paulo promove a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissão de diferentes trabalhos cênicos diretamente da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30. No ar desde maio, a série apresenta ao público na próxima semana os espetáculos: Pequenos e Grandes Gestos de Despedida, de Georgiana Góes, Colônia, com Renato Livera, Uma Frase Para Minha Mãe, de

Ana Kfouri, e Antunes Filho : ﹩odoma \G/omorra, com Luiz Päetow.

Antes, hoje (11/9) Laila Garin interpreta Joana de Gota d’Água a Seco, solo com direção de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, da Cie Dos à Deux. A partir dos versos e rimas do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes (1940-76), Gota d’Água, o espetáculo traduz a dramaturgia gestual da personagem, que se recusa a aceitar a condição que lhe foi imposta. Abandonada com os filhos por Jasão e expulsa de casa por se recusar a ser explorada, Joana grita com a voz e os gestos que lhe restam. Laila Garin é atriz e cantora, formada em interpretação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ficou conhecida pelo público e pela crítica ao protagonizar Elis, a Musical, espetáculo de Nelson Motta, com direção de Dennis Carvalho. Classificação: 16 anos.

E no domingo (13/9), Paulo Betti apresenta Autobiografia Autorizada. Escrito e protagonizado pelo ator, que também dirige o espetáculo em parceria com Rafael Ponzi, o monólogo marca a comemoração dos 40 anos de carreira de Betti. Construído pelo próprio artista, que se inspirou nos textos escritos durante a adolescência e em artigos semanais que escreveu por quase trinta anos para o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba (SP), a peça fala de um Brasil profundo e relembra a história de superação do próprio ator. Desta forma, o espetáculo ajuda a contar um pouco da história da imigração italiana no Brasil. Com humor, poesia e dor, Betti mergulha na vida de seus pais e avós e emerge com uma peça que reafirma a importância da escola e do trabalho social para a valorização do ser humano. Classificação: 12 anos.

Abrindo a semana, na segunda-feira (14/9) Georgiana Góes apresenta Pequenos e Grandes Gestos de Despedida. Escrita pela atriz e com direção de Luiz André Alvim, a peça traz no enredo uma mulher após o término de um relacionamento amoroso. As vivências e experiências da própria Georgiana se misturam a outras referências, como a obra da artista performática sérvia Marina Abramovic, e resultam no solo em que ficção e realidade se misturam. Georgiana Góes é atriz formada em teoria teatral pela Unirio. Iniciou seus estudos n’O Tablado e trabalhou dez anos na Cia. Atores de Laura. Desde 2001 é integrante do Grupo Pedras, uma trupe de atores sem diretor fixo, na qual além de atriz atua como dramaturga, diretora e produtora. Classificação: 16 anos.

Com idealização e atuação de Renato Livera, Colônia, apresentada na quarta-feira (16/9), é resultado de um ano de processo de pesquisa junto ao diretor Viniciús Arneiro e o dramaturgo paulistano Gustavo Colombini. Pela primeira vez, o trabalho será apresentado na íntegra com transmissão ao vivo. No formato de peça-palestra, o espectador é convidado a acompanhar o desmembramento das acepções da palavra “colônia”, presenciando um discurso nascido no espaço entre o conceito e a poesia. Dois fatos da história brasileira foram catalisadores da pesquisa: a herança colonial do Brasil e a história do Hospital Colônia de Barbacena (MG), hospício onde mais de 60 mil pessoas foram torturadas e mortas ao longo de décadas. Colônia foi eleita uma das três melhores peças do ano de 2018 na cidade de São Paulo pelo jornal Estado de S. Paulo, e indicada ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor dramaturgia. Classificação: 12 anos.

Na sexta-feira (18/9), Ana Kfouri apresenta Uma Frase Para Minha Mãe, texto do francês Christian Prigent com direção da própria atriz. O solo coloca em cena a experiência do despertar para a língua e para a literatura por meio da mobilização de sensações afetivas e corporais ligadas à figura da mãe e da relação com a língua materna. É também um convite ao público para, em tempos de pandemia e isolamento, conectar-se à força da palavra. Ana Kfouri é diretora, atriz, doutora em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora do Curso de Artes Cênicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio). Atualmente, realiza pós-doutorado na UFRJ. Em 2017, a atriz inaugurou seu espaço, o Centro de Estudos Ana Kfouri – CEAK, dedicado à pesquisa artística. Além disso, integrou de 1992 a 2013 o corpo docente da Oficina de Atores da TV Globo. Classificação: 12 anos.

O inédito Antunes Filho : ﹩odoma \G/omorra, concebido e dirigido por Luiz Päetow, será apresentado pela primeira vez no domingo (20/9). A montagem, que faria parte do 29º Festival de Curitiba em abril, cancelado em razão da pandemia, agora volta como uma ação do Festival em parceria com o #EmCasaComSesc. Transcendendo as molduras tradicionais do teatro, reinventado em um contexto ainda mais apocalíptico, o espetáculo é construído a partir das pesquisas cênicas do diretor Antunes Filho (1929-2019), que por 37 anos comandou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), fundado em 1982. Päetow cria, a partir da obra inacabada, uma montagem que explora os alicerces da gramática teatral e une reflexão e catarse, em sintonia com os tempos pandêmicos atuais. A encenação contará com as participações virtuais de Matheus Nachtergaele, Grace Passô, Christian Malheiros, Nena Inoue, Jé Oliveira, Gabriela Flores, entre outras. Classificação: 16 anos.

Agenda de 11 a 20 de setembro, 21h30

11/9, sexta-feira: Laila Garin em Joana de Gota d’Água a Seco

13/9, domingo: Paulo Betti em Autobiografia Autorizada

14/9, segunda: Georgiana Góes em Pequenos e Grandes Gestos de Despedida

16/9, quarta: Renato Livera em Colônia

18/9, sexta: Ana Kfouri em Uma Frase Para Minha Mãe

20/9, domingo: Luiz Päetow em Antunes Filho : ﹩odoma \G/omorra

Até aqui, o Teatro #EmCasaComSesc apresentou 68 espetáculos a uma audiência de 309 mil visualizações. Já passaram pela série os artistas Celso Frateschi, interpretando, de sua autoria, Diana, Georgette Fadel em Terror e Miséria no Terceiro Milênio, de Bertolt Brecht, Sérgio Mamberti em Plínio Marcos, Um Homem do Caminho, Ester Laccava com Ossada, Jé Oliveira em Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens, de sua autoria, Gustavo Gasparani em Ricardo III, de Shakespeare, Lavínia Pannunzio com Elizabeth Costello, Grace Passô, interpretando Frequência 20.20, Denise Weinberg em O Testamento de Maria, Ailton Graça com Solidão, Cacá Carvalho em O Carrinho de Mão in A Poltrona Escura, Bete Coelho interpretando Mãe Coragem, Gero Camilo em A Casa Amarela, Eduardo Mossri com Cartas Libanesas e Cláudia Missura em Paixões da Alma, Matheus Nachtergaele com seu Desconscerto, o ator pernambucano Dinho Lima Flor com o espetáculo Ledores no Breu, Jhonny Salaberg em Buraquinhos ou o vento é inimigo do Picumã, Cassio Scapin com Eu Não Dava Praquilo, Clara Carvalho em A Mais Forte, Rodrigo França na leitura de Contos Negreiros do Brasil, Mariana Lima com a peça SIM – Cérebro|Coração em conferência para a terra, Amanda Lyra em Quarto 19, Denise Fraga com Galileu e Eu – A Arte da Dúvida, Yara de Novaes com o monólogo Justa, Leonardo Netto em 3 Maneiras de Tocar no Assunto – O Homem com a Pedra na Mão, Lucelia Sergio em Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas, Débora Falabella com O Amor e Outros Estranhos Rumores e Debora Lamm encenando Mata Teu Pai, Ondina Clais apresentou Katierina Ivânovna, Antônio e Rocco Pitanga em Embarque Imediato, Teuda Bara em Queria Teatro, Pascoal da Conceição em Os Malefícios do Tabaco, Renato Borghi com Meu Ser Ator, Irene Ravache em Alma Despejada, Felipe Oládélè na performance Fragmentos, Ana Cristina Colla trouxe o solo SerEstando Mulheres, Darson Ribeiro encenou O Homem que queria ser livro, Rodrigo Bolzan apresentou projeto b, Thiago Lacerda encenou Quem Está Aí?, Christiane Tricerri mostrou Frida Kahlo – Viva la Vida, Caco Ciocler encenou Medusa, Fabiana Gugli apresentou Terra em Trânsito, Soraya Ravenle encenou Instabilidade Perpétua, Kenan Bernardes fez Medea Mina Jeje, Isabella Lemos apresentou Viva Cacilda! Felicidade Guerreira!, Quitéria Kelly trouxe A Frasqueira de Jacy, Eduardo Moscovis encenou O Livro, Maria Alencar apresentou A Cobradora, Regina Braga apresentou Um Porto para Elizabeth Bishop, Gregório Duvivier fez (A Montanha vai a) Sísifo, Cia Mungunzá apresentou Poema em Queda-Live – Episódio 1, Dirce Thomaz encenou Eu e Ela: Visita a Carolina Maria de Jesus, Luciana Paes apresentou Olar Universo!, Antonio Petrin fez Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores, Daniel Warren apresentou Pontos de Vista de um Palhaço, Claudio Tovar performou Diário de um Louco, Eduardo Okamoto apresentou Eldorado, Leona Cavalli fez Elogio da Loucura, Leonardo Rocha e Mariana Arruda, do Grupo Maria Cutia, apresentaram o Auto da Compadecida, Lilian de Lima mostrou Pagu, Anjo Incorruptível, Márcia Limma protagonizou Medeia Negra, e Ana Beatriz Nogueira atuou em Um dia a Menos, Rita Clemente trouxe Amanda e Vitor Placca apresentou O Desmonte.

+ SESC NA QUARENTENA

Desde o final de agosto, cinco meses após a suspensão majoritária do atendimento presencial nas unidades, o Sesc São Paulo anunciou uma parcial e gradativa retomada, com um número restrito de atividades, dirigidas aos alunos que já eram inscritos nos cursos de Ginástica Multifuncional, Práticas Corporais e Corrida, além de pacientes das Clínicas Odontológicas cujos tratamentos foram interrompidos pela pandemia. Todas essas atividades serão previamente agendadas, visando restringir a circulação de público no interior das unidades. Todas as 40 unidades do estado darão início a essa retomada gradual à medida que os municípios em que estão instaladas atinjam a classificação necessária para reabertura, estabelecida pelo Plano São Paulo do Governo do Estado, e em conformidade com as regulações municipais.

Paralelo à retomada gradual de alguns serviços presenciais, a instituição segue oferecendo um conjunto de iniciativas on-line, que garantem a continuidade de sua ação sociocultural nas diversas áreas em que atua. Pelos canais digitais e redes sociais, o público pode acompanhar o andamento dessas ações e ter acesso a conteúdos exclusivos de forma gratuita e irrestrita. Confira a programação e fique #EmCasaComSesc.

+ SESC DIGITAL

A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado.

Saiba +: S esc Digital