A semana começa com a celebração do Dia do Consumidor. Por ele, vale tudo, pois é a partir das vendas que o mercado gira. Para contornar as imposições trazidas pelo isolamento social e os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus em diversos setores econômicos, vendedores buscaram nas ferramentas digitais a solução para burlar o distanciamento físico com seus clientes. Entre os recursos mais utilizados, destacam-se o popular aplicativo de mensagens WhatsApp e as plataformas de videochamada.

Segundo uma pesquisa da consultoria Accenture, o WhatsApp possui mais de 160 milhões de usuários no Brasil, o que corresponde a 98% da população economicamente ativa do país. Destes, 83% utilizam o aplicativo para pesquisar e efetuar compras online. De acordo com dados da Alldience, ferramenta de verificação de audiência e engajamento de mídia, as conversas diretas entre vendedor e cliente por meio do WhatsApp convertem em até 70% em vendas, contra apenas 0,5% das plataformas tradicionais de e-commerce.

Um dos segmentos que soube aproveitar a ferramenta para promover o contato com os consumidores e alavancar suas vendas foi o mercado imobiliário, que surpreendeu com a demanda crescente por novos imóveis em Goiânia no ano passado. Janete Barbosa da Costa, corretora de imóveis que está à frente da comercialização do Terraço Bougainville, projeto de apartamentos com o conceito de “casa suspensa” no tradicional Setor Marista e conta que nem mesmo a pandemia atrapalhou as projeções de venda do empreendimento, que ainda está na fase de pré-venda mas já teve alta procura por suas unidades. Das 97 unidades disponíveis, 30 já tiveram seus contratos fechados – volume que surpreendeu toda a equipe.

“As visitas aos decorados sempre foram os maiores atrativos na venda dos apartamentos na planta, mas a pandemia nos forçou a desenvolver outros métodos. Usamos muito a videochamada pelo Whatsapp e outros apps para mostrar o apartamento em tempo real e fazer um tour virtual com os clientes. O cliente pode conhecer todos os ambientes e se sente realmente como se estivesse dentro do apartamento”, conta Janete Barbosa.

Outro corretor que se adaptou ao novo período foi Neto Rocha, que atua na URBS Imobiliária e ficou em segundo lugar nas vendas de 2020. Vendeu 16 unidades no último ano, mesmo com todos os desafios.

Com a pandemia, Neto Rocha investiu nas redes sociais para vender, as quais não usava antes. “90% dos contatos que fiz em 2020 foram virtuais, apenas 10% foram através de plantões”, conta sobre os clientes. “O processo de venda virtual que a URBS proporciona é bom também, eu já fiz venda 100% digital, do contato inicial à assinatura do contrato”, relata ele, que desde julho optou por segmentar e vender apenas imóveis de alto padrão, dentre lançamentos e revendas.